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Não sei se vocês sabem, mas por conta de pressão popular, relacionado ao incêndio da estátua do Borba Gato, a prefeitura da cidade São Paulo vai instalar 5 estátuas homenageando grandes pessoas negras. São elas Carolina Maria de Jesus, Adhemar Ferreira da Silva, Itamar Assumpção, Deolinda Madre e Geraldo Filme.

cartacapital.com.br/sociedade/

A deputada estadual Erica Malunguinho está fazendo uma série de postagens no instagram contando a história dessas pessoas. Acabei de ler a do Adhemar Ferreira da Silva e achei muito massa. Vou reproduzir aqui.

Adhemar Ferreira da Silva 

Adhemar Ferreira da Silva é o maior nome brasileiro do esporte olímpico individual.

Nascido em 1927, na Casa Verde, bairro da Zona Norte paulistana, filho de dona Antonia e de seu Augusto, foi um dos fundadores da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde. Em sua casa, a cultura africana e afro-brasileira sempre foi muito valorizada, bem como os estudos. Formou-se em escultura em 1948, pela Escola Técnica Federal de São Paulo, um ano depois de começar a competir.

Adhemar Ferreira da Silva 

Ele contava que certo dia, ouvindo dois amigos conversarem sobre o esporte, “achei a palavra atleta bonita e decidi que queria ser um”.

Em 1950, tornou-se atleta do salto triplo, igualou o recorde mundial de 16 metros, e o superou no ano seguinte. Em 1952, foi olímpico em Helsinque e em 1956 bicampeão em Melbourne. Foi também tricampeão Pan-Americano em 1951, 1955 e 1959.

Adhemar Ferreira da Silva 

Nos anos 1950 o esporte olímpico ainda era restrito a atletas amadores, e para sustentar-se Adhemar foi funcionário da Prefeitura de São Paulo. Na época, o então prefeito Jânio Quadros decidiu demiti-lo, alegando que a administração pública não era “lugar de vagabundo”.

Além de uma carreira extraordinária e vitoriosa no esporte, Adhemar Ferreira da Silva gostava de tocar violão, cantar e atuar.

Adhemar Ferreira da Silva 

Participava de programas de calouros e atuou na peça Orfeu da Conceição (1956) e no filme Orfeu Negro (1959).

Em 1960, o campeão olímpico retomou os estudos e se formou em Educação Física. Nos anos seguintes formou-se em Direito e foi Adido Cultural do Brasil na Nigéria, entre 1964 e 1967. Realizou projetos sociais no interior da Fundação do Bem Estar do Menor ( FEBEM), atual Fundação CASA, valorizando o esporte para os jovens da instituição.

Adhemar Ferreira da Silva 

Adhemar faleceu em 2001, aos 73 anos. É, até hoje, o maior nome brasileiro do esporte olímpico individual. Honrou sua ancestralidade, ao dizer que seu avô era um rei africano de linhagem tradicional: “Ele era um Rei e eu sou um Príncipe”. Um príncipe que será homenageado com uma estátua.

@_gbrlpires bom demais

essa vai pra quem acha que protesto não dá nada

@Rubeus Itamar é incrível, sei nem dizer o quanto eu admiro ele e o quanto a história dele é importante pra mim :blobmeltsoblove:

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